segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Planejamento & Parceria




Bom, analisando estas duas palavras, vimos que o seu significado é simples. Planejamento: algo que você organiza para sua realização e Parceria: seria a união de conhecimentos para atingir um só objetivo.

Então pensando em toda esta questão, deveríamos iniciar nosso planejamento desde cedo apesar de não perceber a importância de tudo isso.

Quando somos crianças, brincamos, estudamos sem ter a noção do mundo do lado de fora e é por isso que muita gente depois de adulto diz: “Eu era feliz e não sabia”, pois quando encontramos dificuldade na infância a resolução é mais fácil e, além disso, não temos idéia de que se planejássemos as coisas não ficaríamos tanto de castigo.

Pois bem, passamos por todas as etapas, de fracassos e sucessos em estudos, amizades, esportes e relacionamentos. Se pararmos para pensar retroativamente, conseguimos lembrar das pessoas que eram boas em conquistar namoradas, outras em esportes e outras na horrível matemática. Chegando até os dias de hoje, analisamos o que poderíamos ter feito para estar em uma situação “melhor” ou em um local que gostaríamos ou mesmo com uma pessoa que acha legal.

O problema maior é que quando somos crianças não temos idéia de que quando terminarmos o colegial teremos que escolher uma profissão para “o resto de nossas vidas”, ou seja, teremos que definir o que queremos ser quando crescer e é esse o ponto chave. Se tivéssemos a cabeça formada para montar uma estratégia para a visão de futuro, poderíamos planejar coisas e montar parcerias.

Quando somos criança ouvimos quase que diariamente que devemos ser e fazer o que gostamos em nossa profissão, por isso que pessoas que se dão bem em esportes puxam sua profissão para esse lado e pessoas que se dão bem em matemática puxam sua profissão para esse lado, assim se “especializando” em fazer o que se gosta ou o que tem mais afinidade.

Agora pare para analisar você, quando você era do colegial em que você era bom? Em que você não era bom? Hoje você é feliz com o que é ou com o que tem? Será que a questão do seu mundo não está nas respostas de hoje e sim nas perguntas de antigamente?

O que estou querendo dizer é, que se você era bom em esporte por exemplo e não gostava de estudar, mas era forçado sem entender,era justamente porque alguém tinha o conhecimento de que aquilo era necessário futuramente. Então se você pensar no “CDF” de sua sala, e ver como ele está hoje, será que ele estará em uma situação considerada melhor ou pior que a sua? Sei que isso é relativo, porem estamos abordando aqui a menor dificuldade de execução e conquista das coisas.

Será que se entendêssemos o que era Vestibular, o que era profissão ou se o nosso sonho era ter uma família e viajar duas vezes no ano. O que deveríamos planejar para “sofrer menos” e estar preparado para conquista em um tempo menor de tempo?

Vejo que se a criança boa em esporte adquirisse conhecimento em matemática, ela teria um poder de decisão ou gostos maiores para o futuro, ou se essa criança também conhecesse como seu amigo fazia para conquistar suas namoradas ele poderia ter uma visão maior de tratativas ou relacionamentos com outras pessoas.

Com toda essa volta em nossa infância tenho certeza de que você agora está dizendo que poderia ter feito sim diferente, mas está dizendo pra mim nesse momento: “Como uma criança vai ter uma visão disso tudo se para isso temos que ter o conhecimento?” Eu respondo a você: Exatamente, você está correto em pensar nisso.

Essa volta ao passado nos faz ter a certeza de que o conhecimento é a peça principal para a preparação de situações futuras. Hoje nós temos pessoas conquistando o mercado com uma idade menor a cada ano, isso nos mostra que essas pessoas estão tendo um conhecimento em tempo menor do que antigamente e que não é somente experiência de vida que leva ao sucesso.

Imagina se uma criança tiver uma visão futura, será que se ela se planejar estrategicamente e montar parcerias para atingir seus objetivos ela não teria um conhecimento antecipado e sofreria menos para a realização? Será que se um aluno bom em esporte fechar uma “parceria de aprendizado” com um outro bom em matemática e com o seu amigo conquistador ele não poderia ter uma visão e conhecimento mais amplo? Será que os três não teria um aprendizado mais constante e uma preparação melhor para tomadas de decisão?

Sei que para criança é complicado, mas coloca toda essa questão nos dias de hoje.
Em que você é bom hoje em dia? No mercado atual, o que somado com o seu trabalho pode lhe trazer frutos melhores? Será que hoje, o seu amigo bom em matemática não pode lhe ajudar em alguma coisa?

Então resumindo essa obra toda, entendemos que temos que ter uma visão estratégica dentro do que queremos, porem o mundo não gira em torno do que queremos e é por isso que temos que ir nos planejando para as mudanças e se sentirmos que estamos saindo do trilho, temos que decidir, ou entramos no trilho novamente ou então saímos fora de vez. Sabemos do estrago que se faz quando um trem está fora de seu trilho.

Só lembrem-se de que ninguém pode saber tudo e é com conhecimento de outras coisas e pessoas que podemos continuar no trilho. Então encontre a sua maneira. Se planeje e busque conhecimento em coisas ou pessoas ao seu redor, faça acontecer.

Não podemos subtrair jamais nosso conhecimento, sempre devemos somar e dividir para conquistar algo maior.

Pense nisso...

Autor: Carlos Edmundo

Parceria Estratégica



A importância para pequena empresa

Todos que um dia começaram um pequeno negócio,têm consciência das dificuldades para se estabelecer no mercado. As portas de um prospect, ou seja, de um cliente em potencial, estão fechadas para as novas empresas ou o nível de exigência está além da capacidade da nova organização.

Um outro exemplo, são as pequenas empresas de varejo que, devido ao porte e o conseqüente volume de compras, perdem o poder de barganha com os maiores fabricantes. Conscientes disso, alguns setores já se organizaram de forma a permitir que suas compras sejam feitas de forma centralizada.

A capacidade de formar uma aliança com um poderoso parceiro pode ser crítica em mercados nos quais o produto tem um ciclo de vida curto; simplesmente pode não haver outro meio de colocar seu produto no mercado antes que ele se torne obsoleto, escreve Baty.

Por outro lado, a parceria proporciona às empresas menores acesso a conhecimentos que normalmente não teria, inclusive gerencial.
Se deve ainda considerar o aspecto financeiro. É normal o aporte de dinheiro para a empresa menor, através de investimento baseado em parcerias nos lucros, pagamento adiantado de remessas futuras, entre outros.


O que pensam as grandes empresas?

A capacidade das pequenas empresas desenvolverem novas tecnologias, ou adequá-las com maior rapidez ao mercado é um fator relevante para uma grande empresa associar-se a uma pequena. Essa observação é tão séria que M. Hanan escreveu: O acesso a novas e interessantes tecnologias é, de longe, a maior motivação dos parceiros estratégicos em relação às pequenas empresas. Mesmo as empresas que possuem verba fantástica na área de pesquisa e facilidades para tal não podem fazer tudo sozinhas. Além do mais, as empresas às vezes precisam envolver-se em tecnologias diferentes de sua área de pesquisa. Da mesma forma, certas tecnologias de ponta desenvolvem-se num ritmo que seria difícil alcançar trabalhando sozinho.

Mas existem outros fatores, como custos mais baixos das empresas menores, diluição de riscos no lançamento de novos produtos, etc.

Ai surge uma questão: por que uma grande empresa simplesmente não compra uma pequena ao invés de estabelecer uma parceria?

A resposta é simples: a experiência tem demonstrado que o processo de aquisição, na maioria das vezes, tem sido catastrófico; em contra partida, o de parceria tem sido bem sucedido.


Exemplo de oito causas prováveis desse insucesso. São elas:

1.Inexistência de um ponto lógico onde anexar a nova empresa.
2.Saída do líder interno da empresa adquirida.
3.Falta de capacidade da grande empresa em propor incentivos significativos aos fundadores, ocasionando sua saída.
4.Conhecimento incompleto da cultura organizacional e gerencial da pequena empresa.
5.Insuficiente atenção gerencial para fazer com que as coisas funcionem. Os executivos seniores parecem sempre ter problemas mais sérios a resolver.
6.Incompetência em gerenciar a contabilidade, o controle e outros procedimentos da pequena empresa; ou implementação desorganizada de pessoal sem pensar nas conseqüências.
7.Alteração de metas e prioridades das partes interessadas.
8.O fator “não foi criado ou feito aqui”.
Surge agora uma outra questão: existe um padrão ou modelo para se fazer uma parceria? Talvez a resposta seja inesperada: não e sim! Se não vejamos como fazer acontecer...


Fazendo acontecer

Quem sabe faz a hora não espera acontecer, é chegado o momento de fazer com que a parceria escolhida se transforme num casamento perfeito. É óbvio que, como já dissemos, não existe um modelo, uma receita de bolo para isso, porém, existem algumas lições aprendidas que se observadas garantirão a satisfação das partes. Temos certeza de que quando as partes estão satisfeitas, a probabilidade de dar errado é mínima.



São as seguintes as lições aprendidas:

•Honestidade – O primeiro passo para que qualquer parceria dê resultado é existir honestidade entre as partes. Creio ser a honestidade um dos fatores mais importantes para a realização de parcerias. Isso pode ser observado pelo comentário de M. Hanan: Não estabeleça uma parceria somente por considerar ser essa a única forma de um grande parceiro fazer um investimento. Esteja seguro de que a lógica está correta e de que tudo mais está às claras, sem mistérios.

•Oportunidade – É preciso que as duas partes analisem as oportunidades e os problemas do mercado atual e potencial. Se não existirem vantagens reais, é preferível não concretizar a parceria.

•Custo – Analise quanto custará a parceria e lembre-se que não é só dinheiro.

•Negociação – Negocie sempre com o parceiro. Uma relação de parceria deve ser de ganha-ganha / perde-perde, jamais nós contra eles.

•Relacionamento – O sucesso desse tipo de relacionamento comercial está sentado numa palavra: verdade. Portanto, não só valorize o negócio esquecendo-se das pessoas. Para isso trate as pessoas, tanto do seu parceiro como de sua empresa, como clientes.

•Treinamento – Treine todos da empresa. Pesquisas indicam que 80% dos erros, enganos e omissões são por falta de treinamento da equipe e, só existe um responsável por isso: o líder do processo.

•Lealdade – Seja extremamente leal com o parceiro. Quando as vantagens da parceria não mais se justificarem, seja leal e termine com ela. Não importa o que rege o contrato, quando não há mais interesse de ambas as partes, é chegada a hora de renegociar.



Existem inúmeras entidades e publicações em nosso país que abordam o assunto parceria. Todas elas apontam numa só direção: o estabelecimento de parcerias estratégicas como forma de ancorarem no mercado. A escolha do parceiro ideal está ligado, por um lado à capacidade de selecioná-lo e a atenção às lições aprendidas e, por outro, ao fator sorte. Afinal, esse processo funciona como um casamento: se houver respeito entre as partes, a probabilidade de ser eterno é muito grande, se não... é melhor o divórcio.

http://www.artigonal.com
Escrito por: Antomar Marins e Silva

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Testes de Software garante a qualidade de produtos e serviços




Existem uma máxima entre os profissionais da área de tecnologia que diz que se todos os profissionais fossem realmente bons para programar, se todos pudessem se concentrar e usar uma programação estruturada e tabelas de decisão não haveriam bugs a serem procurados. Erros existem, Se você ainda não os identificou, certamente não soube procurá-los direito. Portanto, para encontrá-los e identifica-los é necessário mais do que sorte.

É preciso metologia e adoção de processos que podem auxiliar e muito a vida dos profissionais que dedicam seu tempo na árdua tarefa de encontrar agulha no palheiro. assim como a Engenharia de Software, os testes específicos que consistem em executar programas com a intenção de encontrar erros existem há 40 anos.

Apesar de ser considerada atividade extremamente importante no desenvolvimento de software, os testes foram considerados secundários por muito tempo. Para algumas empresas, a tarefa não exigia tempo, nem tampouco investimentos. Mas muita coisa mudou depois do ano 2000. A virada do ano (1999-2000) deixou muitos programadores desesperados.

As ameaças que um bug nos sistemas poderia gerar em softwares chamaram a atenção sobre a importância de testes de software. Garantir a segurança dos software não foi o único motivador para a inserção efetiva dos testes nas empresas. O acirramento no mercado de TI e a exigência crescente por produtos e serviços de qualidade também propiciaram a popularização da atividade. As empresas estão se capacitando na área para homologarem seus produtos.

Para elas, somente através dos testes é possível garantir a qualidade dos seus serviços. Entre os principais objetivos do processo de testes, na avaliação de especialista, vale destacar a prevenção de erros, a identificação dos sintomas provocados por bugs e o fornecimento de diagnósticos claros para que os erros sejam facilmente corrigidos. É claro que este não é um assunto tão simples como parece.

Os erros nem sempre são óbvios, erros diferentes podem ter a mesma manifestação e saber que um programa não está correto não significa, necessariamente, saber como corrigir o erro. Hélio Sanchez, diretor comercial da MZP Soft, empresa de consultoria paulistana, especializada em serviços de testes de software, ressalta três importantes benefícios gerados pelos testes de software: a redução drásticas de custos, redução de retrabalhos e, o principal deles o alinhamento da qualidade com a imagem institucional é um bem intangível, ressalta Sanchez.

Estima-se que defeitos de software tenham custado cerca de US$ 60 bilhões em 2007, de acordo com o national institute os Standards and tecnology. Bancos e fabricantes de celulares são os segmentos mais dispostos a evitar tais erros e investem pesado na terceirização destes serviço.

Aliás, a terceirização dos testes de software caracteriza este mercado. O desenvolvedor de um software confia tanto no seu trabalho que chega a ser negligente com as falhas.

Ninguém melhor que uma outra pessoa, fora do processo de desenvolvimento, para verificar o seu funcionamento. Daí a necessidade de se terceirizar este serviço, explica Hélio Sanchez confirma este cenário e afirma: até 2010, as empresas brasileiras investirão três vezes mais do que foi investido em 2007 em testes de software.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A IMPORTÂNCIA DE UM TREINAMENTO


Para muitas pessoas, o treinamento ainda é visto como uma tarefa desnecessária no dia a dia do trabalho. Mais do que necessário eu diria ser o treinamento fundamental para a sobrevivência das empresas.

Quando pensamos em treinamento, logo vem na cabeça aquela imagem de uma sala de aula, aonde voltamos ao tempo de escola com um professor e provas para verificar o aprendizado porém o ato de treinar pode assumir várias formas além da convencional.

Qualquer instrução de trabalho já é considerada um treinamento e inclusive é importantíssimo que passemos a efetuar essas instruções de maneira habitual. As pessoas com o passar do tempo em qualquer atividade que exerçam, tornam-se acomodadas e adquirem vícios em nome da pressão que sofrem, do estresse que sentem e também por não saber executar suas atividades de outras formas além das que aprenderam em outros empregos. Por isso mesmo, é preciso que muitas vezes informalmente os líderes ajustem comportamentos e atitudes que considerem divergentes às recomendáveis na suas empresas.

Verificar periodicamente se os profissionais estão atuando com ética, com respeito às normas estabelecidas, de maneira coerente e com eficiência é uma tarefa que deve ser executada pelos gestores ou responsáveis. A partir disso, deve-se estabelecer planos de ação para moldar e melhorar a produtividade.

Outro ponto importante: existem pessoas que não se sentem bem em realizar testes, provas ou exporem-se diante dos colegas de trabalho e apesar de bons profissionais podem por tudo a perder pelo nervosismo de estarem sendo avaliados. Para casos assim, recomendo uma tática que aprendi em um curso de inglês que realizei. Ao invés daqueles testes odiosos de conversação, a professora avaliava os alunos conversando informalmente com eles, de maneira que não se sabia que aquilo era um teste. Ela escolhia alguém e conversava no idioma, sobre vários temas, utilizando o que aprendemos no período e já tendo uma avaliação prévia que ela fazia durante as aulas normais. Desta forma, o aluno era avaliado em seu estado “normal” sem a pressão de estar realizando uma prova e obviamente seu potencial de mostrar o que sabia realmente era muito maior. Achei o método fantástico e inteligente e passei a aplicá-lo em minha vida profissional, para avaliar a eficácia de treinamentos realizados.

O treinamento deve servir para isso, para melhorar a produtividade das pessoas, para que elas realizem seus trabalhos e abram suas cabeças para o novo, para a criatividade e a eficiência em suas atividades. Treinar com consciência é tarefa de muito valor e ótimos resultados.


Simone Castilho
www.simonecastillo.com.br

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

A Queda Na Qualidade



Você já deve ter visto o filme animado “Robots”. A história é bem interessante: um jovem robô inventor com sonhos de ajudar a humanidade (ou seria robolândia?) compra briga com um CEO marketeiro que se apossou da maior fábrica de peças de reposiçao de Robot City. O plano do marketeiro é de parar de fabricar as peças, mais baratas e acessíveis, para vender apenas upgrades, ou “armaduras” completas bem bonitas e caras, mas que tirariam os robôs mais pobres ou velhos de circulaçao. Marketeiro sempre é malvado.

O engraçado é que o filme reflete muito do que está acontecendo na realidade. Que o diga quem precisa comprar uma bomba de combustível inteira para o carro, porque não dá mais para consertar como antigamente. Agora ela é lacrada e feita para jogar fora. Na verdade, um estudo recente da Consumer Reports mostra que os americanos aceitam esta estratégia, já que não se dão ao trabalho de mandar consertar produtos de menos de 100 dólares que quebram. No começo dos anos 90, esse valor era de 30 dólares.

Dois fatores econômicos são os principais responsáveis por essa transformação. O primeiro é a China, que mostrou ao mundo que pode se deixar a qualidade meio de lado se você conseguir cortar os custos o suficiente. O segundo é a influência do varejo tipo WalMart nos EUA(e Rua 25 de Março em Sao Paulo), que com suas táticas de negociação dura conseguem oferecer produtos a preços nunca antes vistos. Um terceiro fator é cultural: a falta de tempo e a correria do mundo moderno. É mais rápido comprar outro produto que mandar consertar.

Esse movimento é oposto ao que foi visto quando o grande concorrente das empresas ocidentais era o Japão. Quem não se lembra da TQM (total qualidade management), Six Sigma e tantas outras siglas que inundavam a administração nos anos 80? A única maneira de combater a excelência japonesa era conseguir igualar sua qualidade. Mas até que ponto dá para aperfeiçoar uma torradeira? As pressões de Wall Street por lucros rápidos também têm lá sua responsabilidade por forçar as empresas a colocar produtos para fora da porta o mais rápido possível, com um preço que dê para combater os chineses. E como o consumidor deixa, é muita tentação. Mas quais serão as consequências na imagem de marca a longo prazo?

Mas será mesmo que os produtos estão ficando piores? Afinal, hoje é bem mais difícil um pneu furar do que dez anos atrás. Alguns carros fazem a primeira revisão só aos 40 mil quilômetros. Porém é preciso se diferenciar entre maior tecnologia e maior qualidade. O pneu dura mais porque seu processo de fabricação e seus materiais são mais avançados tecnologicamente, e não necessariamente porque são feitos com maior cuidado. Uma prova disso são os botões que caem do painel dos carros e as peças que já vêm com defeito da fábrica, mesmo em carros modernos. Talvez as empresas achem que a tecnologia compense a falta de capricho e por isso acabam trocando aquela peça que era de metal por uma de plástico que quebra logo depois da garantia acabar, ou colando a peça ao invés de parafusar.

Um estudo do consultor americano Greg Brue mostra que a maioria dos produtos tem desempenho semelhante no primeiro ano. Ou seja, não quebram. A diferença entre as empresas mais ou menos cuidadosas aparece depois que a garantia acaba (e você achava que era só sua imaginação). Os efeitos sobre preferência e lealdade de marca, porém, só aparecem depois de cinco anos, quando o consumidor cansado de ver o produto quebrar, vai procurar outro fabricante. Mas aí o presidente da empresa já é outro e o bônus já foi ganho.

Um exemplo bem perto de casa foi a recente transformação de uma categoria inteira (o requeijao cremoso), que passou a usar gordura vegetal no lugar do leite. Note bem que na embalagem agora diz “especialidade láctea”. Virou na verdade uma margarina disfarçada, como já é há muito tempo o sorvete brasileiro. O sorvete que se chama premium, ou italiano, só é bom daquele jeito porque é feito com leite !

Valerá a pena insistir na qualidade a longo prazo? Parece existir uma luz no fim do túnel. Uma das poucas empresas que tiveram um crescimento no índice de satisfação de qualidade foi a Apple. Repare na qualidade dos materiais e acabamento dos produtos deles e entenda porque as vendas da Apple só sobem.

Para finalizar: sim, o robô inventor derrota o marketeiro mau e as peças de reposição voltam a serem feitas. Mas isso você já sabia, porque afinal no cinema é assim mesmo, só tem final feliz.

Escrito por: Marcos Dutra
http://www.pensandomarketing.com

QUALIDADE


Existem diversas definições. Algumas pessoas que tentaram uma definição simples chegaram a frases como:

- Qualidade é estar em conformidade com os requisitos dos clientes
- Qualidade é antecipar e satisfazer os desejos dos clientes
- Qualidade é escrever tudo o que se deve fazer e fazer tudo o que foi escrito


Segundo a atual norma brasileira sobre o assunto (NBR ISO 8402), qualidade é:

A totalidade das características de uma entidade que lhe confere a capacidade de satisfazer às necessidades explícitas e implícitas


- A entidade é o produto do qual estamos falando, que pode ser um bem ou um serviço.
- As necessidades explícitas são as próprias condições e objetivos propostos pelo produtor.
- As necessidades implícitas incluem as diferenças entre os usuários, a evolução no tempo, as implicações éticas, as questões de segurança e outras visões subjetivas.


Por exemplo, a qualidade de um prato de comida (a entidade, o produto) está relacionada com a satisfação de necessidades (requisitos) tais como: sabor, aparência, temperatura,rapidez no serviço, preço, higiene, valor nutricional, etc... Para avaliar a qualidade de um produto, você deve fazer uma lista destas necessidades e analisar cada uma destas necessidades.


Uma das evoluções mais importantes no estudo da qualidade está em notar que a qualidade do produto é algo bom, mas que qualidade do processo de produção é ainda mais importante.

No caso do prato de comida, por exemplo, você pode dizer mais sobre a qualidade observando como o prato foi preparado do que analisando o produto final.

Afinal, você não consegue ter certeza da higiene ou o valor nutricional apenas comendo o prato.



QUALIDADE DE SOFTWARE

Muitas pessoas acham que criar programas é uma arte que não pode seguir regras, normas ou padrões.

Precisamos entender que o problema não está no Software em si, mas na forma como as pessoas tem desenvolvido software até os dias de hoje. Você provavelmente já ouviu dizer que "Se os engenheiros construíssem prédios como os analistas constroem software, um único pica-pau destruiria a humanidade".
 
Exageros à parte, nós precisamos nos conscientizar que nós precisamos aplicar na indústria de software os conceitos de qualidade, urgentemente.

SISTEMA DE INFORMAÇÃO (POLITICA DE SEGURANÇA)


Quando se pretende alcançar o sucesso organizacional, torna-se vital a utilização da tecnologia da informação, que se baseia em estudos essenciais na administração e gerenciamento de empresa.

O conceito de sistema é definido como um grupo de elementos inter-relacionados ou em interação que formam um todo unificado. Onde o grupo trabalha com interesses comuns, recebendo insumos e alcançando resultados no processo organizado de transformação.

“Sistema de Informação é o meio que providencia os meios de
armazenamento, geração e distribuição de informação com o
objectivo de suportar as funções de operação e gestão de uma
organização” [Layzell & Loucoupolus, 1987].


Qualquer organização para sobreviver necessita de informação, quer para poder interagir com o seu meio ambiente, quer para permitir a interação entre as diferentes componentes da organização. É este fluxo de informação que permite á organização alcançar os objetivos que se propõe atingir.

Assim, partindo da definição comum de sistema, que sugere um grupo organizado de componentes agregados para interagir e cumprir um objetivo bem definido, podemos facilmente concluir que um SI é um sistema com a finalidade de produzir a já referida informação.

Em suma pode-se dizer que os SI são vistos como um sistema porque têm um objetivo, são constituídos por um conjunto de componentes, definem uma estrutura, um comportamento e um ciclo de vida:

- Objetivo: orientar a tomada de decisão.

- Componentes: dados, sistema de processamento de dados, canal de
comunicação.

- Estrutura: maneira como os diferentes processamentos de dados está ligados entre si.

- Comportamento: conjunto de procedimentos que se seguem para obter os dados, os processar e os enviar.

- Ciclo de Vida: É variável depende essencialmente das mudanças organizacionais que possam ocorrer na organização.


Os SI têm adquirido uma importância crescente, proporcional à relevância que
estes sistemas têm vindo a assumir na sociedade. É necessário ter em atenção, como o recurso a um SI adequado pode influenciar o aumento da produtividade nas diversas áreas de atividade.



SEGURANÇA DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

A Segurança dos Sistemas de Informação é um dos elementos de maior valor na utilização da informação nas organizações modernas.

A segurança dos SI refere-se à proteção existente sobre as informações de uma determinada organização veiculadas através dos seus sistema de informação, e cujo conteúdo ou dado tenha valor para o seu proprietário.

Com a segurança dos SI pretende-se definir níveis de segurança e criar bases para a construção de planos de segurança de modo a assegurar os principais atributos que atualmente orientam a análise, planejamento e implementação de segurança do grupo de informações que se visam proteger.

Associados ao conceito de segurança estão diferentes tipos de ação como prevenção, detecção e reação. A prevenção tem como objetivo determinar o valor da informação e o risco a que esta está sujeito.

A detecção consiste na monitorar de modo a determinar, quando e como ocorreu o incidente e o responsável pelo mesmo. A reação consiste em levar a cabo ações que permitam repor a situação e eliminar o risco.

As expectativas do utilizador podem ser traduzidas em princípios de segurança de informação. A confidencialidade, a integridade e a disponibilidade. A primeira está relacionada com a prevenção da utilização, a integridade com a prevenção da modificação e a disponibilidade com a prevenção da retenção da informação.

- Princípio da Confidencialidade: Consiste em proteger a informação contra leitura e/ou cópia de forma a evitar que terceiros tenha acesso a informação sensível sem que tenha sido explicitamente autorizado pelo seu proprietário.


- Princípio da Disponibilidade: Consiste na proteção dos serviços prestados pelo sistema de forma que eles não sejam degradados ou se tornem indisponíveis, assegurando ao utilizador o acesso aos dados sempre que necessário.

- Princípio da Integridade: Consiste em proteger a informação contra modificações sem a permissão explícita do proprietário. A modificação inclui ações como escrita, alteração de conteúdo, alteração de status, remoção e inclusão de novas informações.

- Princípio da autenticidade: O princípio da autenticidade consiste na identificação correta de todos os utilizadores e equipamentos, assegurando ao receptor da informação que a origem desta é realmente a identificada.



POLITICA DE SEGURANÇA DE SISTEMAS DE INFORMAÇÃO

Uma PSSI pode ser definida resumidamente como um instrumento importante para proteger a organização contra ameaças à segurança da informação que a ela pertence ou que está sob sua responsabilidade.

Segundo Tom Peltier “Política significa coisas diferentes para diferentes pessoas”.

De uma forma mais complexa podemos definir PSSI como um processo:

- De negócio, cuja execução capacita a organização de proteção dos
seus recursos, implementando regras definidas a nível estratégico e de acordo com a política organizacional.

- Que traduz Standards de especificações de implementação.

- Que define procedimentos específicos de manipulação e proteção da informação que permitam reduzir as vulnerabilidades da organização.

- Que atribuem direitos e responsabilidades aos utilizadores.

- Que estipula penalizações para os não cumpridores.



AUDITORIA NO DESENVOLVIMENTO SE SISTEMAS

A proposta de participação da auditoria no desenvolvimento de sistemas tem a seguinte justificativa: seria muito tarde efetuar a auditoria para recomendar o aperfeiçoamento de controle interno de um sistema de informação implantado e operacionalizado. Conforme a natureza de recomendações da auditoria pode implicar o “redesenvolvimento” do sistema computadorizado, o que causaria diversas dificuldades de atendimento e cumprimento das tarefas propostas. A implantação de certos controles como “trilha de auditoria” em um sistema de informação computadorizado em produção pode acarretar:

- Reestudo e redesenvolvimento do próprio projeto.

- redimensionamento de recursos financeiros, materiais e humanos da informática.

- reimplantação do sistema de informação.

- Mudança de procedimentos operacionais do sistema de informação. Portanto o custo de investimento do projeto seria aumentado.



Como forma de atuação adequada do auditor na fase de desenvolvimento de sistemas computadorizados, existem 4 itens que devem ser ponderados:

1- Controles efetivos devem ser desenvolvidos no sistema, e não incluídos posteriormente.
2- Em geral, analistas de sistemas e programadores não têm dedicado tempo suficiente para controles.
3- Auditores devem dedicar-se mais em desenvolvimento de sistemas para assegurar a implantação de controles adequados.
4- Auditores devem informar a administração de que um sistema de controles não trata somente do conceito tradicional de controle interno, mas é também um instrumento para conseguir eficiência operacional do sistema de informação.

Essa filosofia de atuação tem sido uma das formas de se conseguir minimizar a ocorrência de problemas de erros, tanto intencionais ou não, bem como de tentativas de operações não autorizadas nos sistemas de informação.



PADRÕES DE CONTROLE E SEGURANÇA A SEREM OBSERVADOS NA ESPECIFICAÇÃO DO SISTEMA.

Para facilitar o processo de revisão e acompanhamento da implantação de controles, mostraremos 3 grupos que julgamos ser importantes para o controle e segurança. Trilha de auditoria, totais de controle de arquivos e/ou banco de dados e relatórios de gestão.

Trilha de auditoria: Rotina de controle que permite recuperar de forma inversa, as informações processadas através da reconstituição da composição das mesmas, devidamente demonstradas tanto de forma sintética quanto analítica se for necessário.Exemplos:

- totais de controle apresentados a cada processamento de módulos de sistema que possibilita acompanhar a produção física de processamento dos dados.
- Relatórios analíticos e sintéticos físico-financeiros provenientes de processamento das informações do sistema.
- contabilização com código do usuário, data e hora das atualizações realizadas no respectivo registro do cadastro mestre e etc.



Totais de controle de arquivos e/ou banco de dados: Os registros de totais de controle em arquivos seqüenciais são denominados de “header” para o primeiro e “trailler” para ultimo registro de controle. No caso de um arquivo indexado ou banco de dados, é constituído apenas de “header” ou registro totalizador. Eles tem por objetivo preservar o arquivo magnético contra eventuais violações de dados, inclusão ou exclusão indevida de registros extra sistemas que podem ser detectados durante o processamento de sistema em condições normais.

Esses totais de controle podem ser:

- quantidade de registros existentes em um arquivo magnético.
- valores totais.
- “hash-total” dos campos numéricos, etc.


Relatórios de Gestão: Esses relatórios devem permitir a identificação das ocorrências de anomalias ou irregularidades de processamento de sistemas de informação, apurar índices ou indicadores de qualidade das informações constantes em arquivos magnéticos e auxiliar no estabelecimento de critérios de seleção de informações para avaliação. Como exemplos temos:

- relatório de curva “ABC” com freqüência de movimentação ou de composição de registros de um determinado arquivo magnético.
- relatórios ou telas com indicadores de movimentação física ou financeira de cadastros mestres.
- índices de ocorrências de inconsistências de arquivos com registros pendente, etc.